domingo, 21 de dezembro de 2014

ARVORE DE NATAL

Não sei bem quando surgiu a tradição de adornar arvores naturais ou artificiais com enfeites e luzes de forma a  encantar qualquer um que a olhe. Certa vez morávamos em uma casa humilde na rua de uma cidade satélite de Brasília e, em algum dia do final do segundo semestre de 1996, em meio a nossa simplicidade, minha mãe nos trouxe a primeira referencia de uma arvore de natal. Era uma árvore simples de uns 65 centímetro feita com garrafas pet, um cabo de madeira e claro, luzes de natal. Era bem fácil sua construção, primeiro, juntávamos 12 garrafas pets de 2 litros, 6 de cor transparente e outras 6 de cor esverdeada, então ela cortava todas ao meio e com a parte de cima, onde ficava a tampa, ela cortava tiras finas como que lembrava muito as fibras de uma vassoura, depois de todas as garrafas pets cortadas e feitas tiras em seu corpo, ela juntava todas as partes dentro do cabo de vassoura pela boca da garrafa. O resultado era essa da imagem:


Claro que era quase impossível de adorna-la com enfeites ou bolas coloridas, afinal, seus galhos penderiam, então, deixá-vamos apenas com as luzes coloridas, e pra dar um brilho maior, minha mãe jogava gliter sobre os galhos das pets para refletir bem mais com as luzes. 
Bem, essa foi nossa primeira árvore, e fizemos outra igual no ano seguinte, afinal não dava para guardar por diversos motivos, o primeiro deles por que o galhos perderiam suas curvas naturais e segundo por que, muitas vezes, a temperatura das luzes em contato com os frágeis galhos derretiam com o tempo. Bem, em também no final do segundo semestre de 1997, estávamos de mudança, iríamos sair de Brasília em direção a uma cidade em processo de expansão localizada a 40 Km de Brasília, chegamos em Goias.

Nesta cidade, ainda havia poucos habitantes, poucas casas e logo adquirimos um lote de terra onde construíramos uma casinha simples de folhas de madeira. Passamos por muitas privações, desde esgoto até sistema de saúde próximo, escola ou asfalto. Porém, ainda não havia terminado meu ano letivo na cidade em Brasília que morávamos, então todos os cinco dias da semana do final do semestre daquele ano íamos eu, meu irmão e minha mãe para a escola, e lá ficávamos na casa da então minha avó adotiva, uma senhora que alugava a antiga casa em que morávamos antes de nos mudarmos. E além dela, uma outra senhora com o mesmo nome da minha mãe que morava  de frente a casa da minha vó, minha mãe e nós (eu e meu irmão) ficávamos enquanto minha vó estava fora, e lá, essa senhora presenteou minha mãe com a que seria a nossa segunda arvore de natal, era um modelo bem antigo, já para os anos de 1997, ela tinha galhos feitos de arames grossos encapadas com folhas laminadas desfiadas na cor dourada, lembrava uma arvores do outono norte americano, seca e sem folhas, sobrando apenas seus falhos quase sem folhas nenhumas. no topo dessa árvore de uns 50 centímetros e no topo havia um adorno formado por tres bolas verdes de tres diferente tamanhos uma sobre a outra e no topo, havia uma estrela com diversas pontas, havia também as luzes de natal típicas, mas não havia outras decorações, primeiro por que não havia pontos comerciais que vendessem esses tipos de produtos naquela cidade que havíamos acabado de chegar, e também por que não tínhamos condições de investir em produtos como esses nas nossas situações.
Permanecemos com aquela árvore até o final de 2001, quando presenteamos ela para algum conhecido nosso. 

Em um terreno vazio ao lado casa onde morávamos, alguém descartou um pequeno pinheiro de uns 55 centímetros. Seus pequenos galhos eram formados por esponjinhas verdes de plastico destacáveis, onde poderia ser montada de desmontada suas pequenas partes de forma a se parecer muito mais com um pinheiro. Como eu sempre fui fascinando por árvores de natal, insisti que minha mãe recolhesse aquele pequeno pinheiro descartado naquele terreno vazio, minha mãe resistiu, afinal, estava sujo de certa forma NO LIXO. Mas ela cedeu aos meus pedido. Ela recolheu a pequena arvore, retirou suas esponjinhas de plastico e lavou cada uma individualmente, depois ela secou cada uma e voltou a montar o pequeno pinheiro, colocou-a sobre uma base fixa e adornamos apenas com luzes coloridas de natal. PRONTO, agora tínhamos como arvore de natal um pequeno pinheiro carinhosamente reciclável pelos próximos cinco anos.
No final do ano de 2006, ainda com meu fascínio em arvores de natal, e em posse do meu primeiro cartão de credito, estava voltando da escola com uma amiga por volta de 17h30 da tarde quando passamos de frente para uma loja que vendia produtos de diversos tipos, desde cama mesa e banho até os tradicionais enfeites de natal típicas daquela época, e exposta na frente da loja como mostruário, vi um pinheiro de natal simples porém maior do que aquele que tínhamos, ele tinha mais ou menos 90 centímetros, de galhos verdes escuros porem bem encapadinhos, seu caule também era revestida com as fibras verdes que também compunha todos os galhos da árvore.

No final do ano passado, 2013 já muito estabilizado financeiramente e em uma situação de vida e conforto totalmente diferentes das que vivíamos a uma década atrás, aposento essa minha árvore comprada em 2006, presenteio ela a um membro da família juntamente com todos os enfeites, e em uma loja no shopping da cidade me deparo com um outro pinheiro, maior com muito mais galhos em relação a nossa última árvore, ela é maior, e comprei ela com muitos enfeites prateados. este ano é nosso segundo ano com ela, e a tradição de montar uma arvore de natal sempre é presente na minha casa mesmo depois de 13 anos.

Esse é meu sentimento por esse símbolo do mês de dezembro que, pra mim é muito importante do ponto de vista social e emocional, de forma que, a cada vez que mudamos de modelos de arvores de natal, mudávamos também de situação econômica. Por isso, todos os anos, montar uma arvore de natal é sem dúvidas uma tarefa muito minha na minha casa e que eu jamais irei abrir mão. 







Wesllei Di'luz


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